Alentejo - «Moura»
Amigos(as),
vou fazer uma pausa nos eventos, nas nomeações, prémios que todos os dias são atribuídos aqui neste Mundo da Blogoesfera e, retorno ao Alentejo. A minha visita também incluiu a cidade de Moura.
Aqui chegada, mesmo no centro, deparo-me com esta bela fonte, muito antiga, perto da ladeira que sobe para o Castelo. Mas, era uma 2ª feira e, por hábito, o Castelo está fechado 2ª feira todo o dia e 3ª feira de manhã. Não tive oportunidade de visitar o Castelo de Moura.
Estaciono o carro e fui andando, mesmo em frente à fonte está uma mercearia, onde fui comprar uma garrafa de água, e deparei-me com uma residente da terra, tão simpática, mas tão carente de atenção, necessitada de ter com quem conversar; já viúva há alguns anos, falou-me do falecido com uma lágrima rolando pela face, e ali ficou aguentando o barco, ao balcão da mercearia. Contou-me histórias da sua vida, dos planos que o falecido tinha para a pequena lojinha, mas...não se concretizaram, e ela diz que agora já não ambiciona nada. Falou-me dos problemas da filha e da sua unica neta, numa conversa tão doce e, parecia que já nos conhecíamos há muito tempo. Ali fiquei imenso tempo, deliciada com a agradável companhia que descobri; perguntei-lhe o que havia de visitar, ela tentou dar-me os seus conselhos; depois dizia-me: Querida, quer comprar um «panito»? e, eu pensava: Mas que panito? e, depois descobri que ela me queria vender pão alentejano...Arranjei ali uma avozinha para mim.

Estas mini-férias foram muito ricas a nível humano, gente tão prestável encontrei, sem maldade, para quem vive na grande cidade, é uma diferença enorme no trato com as pessoas da terra.
Anoiteceu e tinha que pernoitar em algum lugar, lá fui procurar e acabei por ficar no unico Hotel da cidade: Hotel de Moura.
Um edifício muito antigo e maravilhoso.

esta é a vista que temos ao subir a fabulosa escadaria a caminho dos quartos no 1º andar.
No dia seguinte, logo pela manhã, fui descobrir os recantos do Hotel.
Nesta varanda debruçada sobre o pátio, com grandes cadeirões em verga, a atmosfera é relaxante e acolhedora; à noite, na penumbra das sombras daquela construção antiga, um edifício histórico, a atmosfera é recriada de forma intimista pela luz de inúmeras velas que existem nos candelabros dos corredores.Numa das salas comuns aos hóspedes há confortáveis sofás cobertos por grandes almofadões brancos, vermelhos e amarelos, onde apetece adormecer agarrada a um livro, talvez o «Sul» de Miguel de Sousa Tavares , rodeada de objectos da Índia, Marrocos ou Filipinas e das telas de pintores afamados, preservando o gosto pela terra e hospitalidade... apetece ficar aqui para sempre.

este é o pátio, onde está inscrito «Hotel de Moura» e, tem influências mouriscas em toda a sua concepção. Tão agradável a vista bem como o tempo lá passado.
NOTA:
esta semana vou estar «ausente» peço-vos desculpa de não poder visitar e comentar os vossos blogues como eu gostaria, mas...depois compenso-vos com a minha visita, talvez no fim de semana.
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