quarta-feira, maio 30, 2007

Alentejo - «Évora»

No início da viagem, fui pela auto-estrada até à saída para Estremoz. Cheguei à vila e admirei-a com curiosidade, pois para mim era tudo novo. Captei várias fotos com a minha máquina no grande largo do Rossio, passeei pelas ruas e, subi ao Castelo. Isso tudo já contei nos posts anteriores. Saí de Estremoz em direcção a Évora, onde jantei e pernoitei.
Ao chegar a esta bela cidade, andei pelas suas ruas estreitas e de calçada portuguesa, até que me senti envolvida por um ambiente festivo de domingo em final de tarde, estava na Praça do Giraldo.

Praça do Giraldo - Évora


Aventurei-me e «perdi-me» na zona histórica da cidade.
Que delícia!!!




(Fotos minhas)

Cidade de Évora - conhecida como Cidade-Museu por excelência, desde logo a palavra «cultural» lhe anda associada. De facto, percorrer as ruas de Évora e visitar os seus inúmeros monumentos é percorrer a História do Ocidente nos últimos dois mil anos. Mas será que isso é suficiente para conhecer o património desta região? Para além da riqueza e interesse do património natural edificado e etnográfico, recursos turísticos por excelência, as principais actividades produtivas da Região giram em torno da exploração do subsolo, da silvicultura, da pastorícia, da agro-pecuária e seus produtos derivados, de que se destacam, pela sua natureza emblemática: as rochas ornamentais (mármore, granito e xisto), a cortiça, os vinhos, os queijos, os enchidos, o mel e o azeite.

Com uma área aproximada de 7.400 km², tem uma densidade média de pouco mais de 20 habitantes por km² com variações que oscilam entre o mínimo de 11,7 hab/km² (Mourão) e o máximo de 47 hab/km² (Vendas Novas). O clima é temperado, com características mediterrânicas e continentais: os verões são quentes e secos, os invernos húmidos e frios, registando-se, na primavera e outono, temperaturas amenas e amplitudes térmicas moderadas.

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segunda-feira, maio 28, 2007

Bonecos de Estremoz

Um boneco de Estremoz é uma peça de cerâmica modelada segundo tipologias de trabalho secularmente repetidas e iniciadas em Estremoz, desde pelo menos o século XVII.
A produção de uma peça destas é bastante simples. Depois de modelada com uma técnica que utiliza três processos fundamentais — a bola, a placa e o rolo —a figura fica a secar vários dias, sendo depois cozida a 800º. Após a cozedura é pintada com óxidos de terra, misturados com cola (o grude é o colante tradicional), levando depois da secagem das tintas um verniz (goma laca é o tradicional) por cima, para protecção da pintura. A pintura é normalmente feita recorrendo a cores garridas e fortes, o que confere ao boneco um aspecto extremamente alegre. A arte de fazer Bonecos de Estremoz não era realizada por oleiros da então vila, mas sim por mulheres, as quais eram mesmo chamadas de «boniqueiras». São destas mulheres boniqueiras todas as peças do século XVIII e século XIX que estão no Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho (Estremoz), as quais atestam a sua enorme religiosidade e sensibilidade. Dada a sua pouca rentabilidade, os bonecos de Estremoz, no primeiro quartel do século XX, foram quase esquecidos após a morte de Gertrudes Rosa Marques, a única barrista que ainda os fazia naquela época. No entanto, com a fundação da Escola de Artes e Oficios de Estremoz em 1924, os bonecos reaparecem graças à acção do seu director, José Maria Sá Lemos (década de 1930).
Sá Lemos descobrira uma senhora de avançada idade (Ana das Peles) que ainda se lembrava de como se faziam estes bonecos e, assim, ajudou a salvar a tradição. Depois da morte dela, é o oleiro
Mariano da Conceição (família Alfacinha) que pega na arte, com o incentivo do director da Escola de Artes e Ofícios.
Após o falecimento de Mestre Mariano, é sua irmã
Sabina Santos que continua este artesanato. Sua esposa, Liberdade da Conceição, só anos depois é que decide dar continuidade ao legado de Mariano. Mas Sabina Santos foi, de facto, quem se destacou e o seu trabalho deu origem a uma série de novos barristas que actualmente (2006) trabalham por conta própria, como é o caso das Irmãs Flores e de Fátima Estróia.
Maria Luísa da Conceição, outra barrista ainda em actividade, aprendeu com sua mãe, Liberdade da Conceição, e seu pai, Mariano da Conceição, apenas por observação. Igualmente a trabalhar na tradição estão os irmãos Ginja, que aprenderam a conhecer o barro na Olaria Regional e depois, com o auxílio de Joaquim Vermelho, estudaram as técnicas e os modelos. Cada um à sua maneira exalta os encantos e virtudes das argilas de Estremoz. De toda a loiça de barro que se fazia nessa época, distinguem-se os púcaros que se tornaram famosos.
...
«Amor se fores à feira
Traz-me uma prenda galante
Não tragas nada de ourives
Um pucarinho é bastante.»
...
Segundo relato de Rui Pina, a Rainha Santa Isabel tinha, de estimação, um púcaro de barro de Estremoz.
Os primeiros bonecos de Estremoz foram inspirados nas figuras do Presépio.
Mais tarde começaram a fazer-se bonecos de barro, baseados nas profissões e actividades das pessoas. Assim, agrupados por áreas temáticas, distinguimos:
- Bonecos de carácter religioso (vi uma procissão que ocupava uma prateleira inteira com os andores, o padre, e todos os outros participantes);
- Bonecos de carácter simbólico (vi uma banda de música, com 18 bonecos todos diferentes);
- Bonecos que representam as profissões do Alentejo;
- Brinquedos de assobio e Miniaturas ou “Brincos”.

(Bonecos de Estremoz - mulher a fazer chouriços)

(uma oficina de artesanato, onde se fazem «bonecos de Estremoz»)

(Pousada da Rainha Santa Isabel, na Praça de Dom Diniz, dentro das muralhas do Castelo)
Ao subir a ladeira para o Castelo, dentro das muralhas, encontrei uma pequena loja muito atraente pelo seu aspecto moderno e acolhedor. Entrei e deparei-me com um moço novo que está no início da sua actividade ali, teve uma magnífica ideia, de vender os produtos e ao mesmo tempo, tem uma sala aconchegante e moderna, com as paredes pintadas de um laranja forte, contrastando com as mesas e cadeiras castanhas, que decoram aquele espaço, onde os visitantes poderão degustar os produtos que se vendem na loja: queijos típicos, vinhos da região demarcada do Alentejo, mel de rosmaninho, várias compotas caseiras de diversos sabores, chás de ervas e tantas outras delícias ali expostas.
Também vende artesanato tradicional, peças feitas de corno, mantas alentejanas, botas de pele e, adorei ver uma enorme quantidade de brinquedos antigos feitos de madeira por um artesão que tem 40 anos e vive das peças que faz: o cavalinho de madeira com uma roda, as cadeirinhas em madeira para crianças, a trotinete de madeira pintada com cores vivas…enfim, transportou-me aos tempos de infância. Prometi-lhe que ia divulgar o seu espaço, original e moderno.



(nome da casa: PÓ DE POEJO)

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sábado, maio 26, 2007

Apeteceu-me «Alentejo» - ESTREMOZ

Magníficas fotos da vila de Estremoz que captei com a minha máquina fotográfica:


(Uma capela muito antiga)



(Porta de entrada da Igreja)


(esta placa foi colocada este ano de 2007, com o nome dos soldados de Estremoz, que morreram pela Pátria)

(restaurante «Águias D'Ouro» - num edifício de estilo «arte moderna» - no centro da vila, em frente ao grande largo do Rossio)

(na porta tem uma faixa dizendo:Visite o Museu - é o Museu Municipal da vila, em frente ao grande largo do Rossio)

A vila velha é um local encantador e pitoresco, com as suas ruelas estreitas e tortuosas e casario branco encimado por uma grande variedade de chaminés. Contudo, a «sala de visitas» da cidade é o grande largo do Rossio, onde se realiza um animado mercado semanal e onde o Museu Municipal exibe interesantes colecções, incluindo os famosos barros vermelhos de Estremoz, ricamente decorados com relevos e desenhos caprichosos. Para além de ser tradicionalmente usado em púcaros que conservam a água fria, tem também servido para criar os «bonecos» de Estremoz, pequenas esculturas que representam uma enorme variedade de personagens, desde figuras do presépio a pastores, mulheres do povo, militares...
À mesa, o concelho oferece pratos típicos do Alentejo, como o ensopado de borrego ou os pézinhos de coentrada.

Durante o mês de Maio, a cidade alentejana de Estremoz conta com diversas exposições de fotografia não só em espaços culturais como, também, nas ruas e às portas das lojas, no decorrer de um certame dedicado à «Imagem». A iniciativa surge integrada num projecto da autarquia local designado por «Meses Temáticos» e pretende proporcionar às pessoas que não visitam habitualmente museus e salas de exposições a oportunidade de usufruir das imagens. As exposições ao ar livre estão patentes na Rua 31 de Janeiro e no Rossio Marquês de Pombal, na zona dos principais cafés da cidade, e a intenção do município é também levar as pessoas a percorrer a cidade para apreciar as imagens expostas em diferentes espaços.

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sexta-feira, maio 25, 2007

Apeteceu-me «ALENTEJO»


Desta vez, a minha pausa na rotina da minha vida familiar e profissional, foi dirigida para o belo Alentejo.
Comecei pela Sub-região do Alentejo Central:

Estremoz é uma
cidade portuguesa no Distrito de Évora, região Alentejo e subregião do Alentejo Central, com cerca de 9 000 habitantes.
É sede de um município com 513,82 km² de área e 15 673 habitantes (2001), subdividido em 13
freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Sousel e Fronteira, a nordeste por Monforte, a sueste por Borba, a sul pelo Redondo e a oeste por Évora e por Arraiolos.
É conhecida internacionalmente pelas suas jazidas de
mármore branco. A exploração do mármore de Estremoz tem uma origem muito antiga, como comprova o Templo romano de Évora, que contém mármore originário de Estremoz. Está também presente no altar-mor da Catedral de Évora.


Em
1336, a Rainha Santa Isabel, então com 65 anos, deslocou-se a Estremoz desde o convento franciscano em Coimbra onde se tinha recolhido após a morte de D.Dinis, seu marido, de modo a evitar uma guerra entre o seu filho Afonso IV e o rei de Castela Afonso XI.

Estremoz foi o local de falecimento do rei D.Pedro I, em 1367, no convento dos franciscanos.
Na
crise de 1383-1385, foi uma das cidades conquistadas no Alentejo por João de Aviz e Nuno Álvares Pereira, logo a seguir ao acto de início das hostilidades desta crise dado com o assassíno do Conde de Andeiro em Lisboa. Foi nas proximidades de Estremoz que se deu a primeira batalha entre as duas facções da crise, a batalha dos Atoleiros.
Em
1659, foi em Estremoz que o exército português se reuniu às ordens de D. António Luís de Meneses, conde de Cantanhede, para socorrer Elvas, que se encontrava cercada por um exército espanhol, comandado por D. Luís de Haro. De ali partiram para derrotar os espanhóis na Batalha das Linhas de Elvas, tendo causado enormes baixas aos seus adversários.

O exército espanhol tinha acabado de conquistar Évora. Era constituído por 3000 cavaleiros e 2000 homens a pé, sendo este um dos mais perigosos ataques espanhóis durante a guerra da Restauração. Depois da batalha, o exército espanhol retirou para Badajoz.



O Castelo de Estremoz, no Alentejo localiza-se na cidade de Estremoz, freguesia de Santa Maria, Distrito de Évora, em Portugal.
Erguido em posição dominante sobre uma colina ao norte da
serra de Ossa, tinha como função primitiva a defesa desta raia alentejana. Constituindo-se posteriormente em uma das mais importantes praças-fortes da região do Alentejo, Estremoz esteve ligada a diversos dos mais decisivos episódios militares da História de Portugal. Deu o seu nome, ainda, a um dos mais atuantes destacamentos militares do país, com decisiva ação no Brasil colonial, o Regimento de Estremoz. É ainda de assinalar o facto de nele ter falecido, em 1336, a rainha Santa Isabel.



O castelo medieval ergue-se no topo de uma colina de pedra
calcária, identificando-se elementos dos estilos gótico, moderno e neoclássico. É envolvido por uma cerca baixa ameada, percorrida por um adarve largo, reforçada com quatro cubelos semi-cilíndricos. Pelo lado sul, ergue-se a Torre de Menagem, também conhecida como Torre dos Três Reis ou Torre das Três Coroas. Com 27 metros de altura, coroada por merlões prismáticos, é rasgada por três balcões ameados, com matacães, assentes em mísulas. No interior da torre, dividida em três pavimentos, destaca-se a vasta sala do segundo piso, de planta octogonal e coberta por abóbada polinervada.
Na cerca da cidade, destacam-se a Porta de Santarém e a Porta da Frandina. No interior dos muros, observa-se a imponente galeria ogival da Casa da Audiência, de dupla arcaria apoiada em colunelos de mármore com capitéis historiados, contendo o antigo brasão da cidade. Da época de D. Manuel I subsistem o antigo Celeiro Comum, coberto por
abóbada ogival de nervuras, e a Torre do Relógio.


(fotos minhas)

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sábado, maio 19, 2007

Prémio especial...

Venho, através de ti (Amiga das belas palavras), agradecer o prémio que me atribuiste. A tua apreciação é muito generosa e, fico feliz por saber que gostas de me visitar e ler.
Foste a única que me deste força, uma mão amiga e sempre carinho.
Penso que saibas que és muito especial na minha vida.
Tenho um amor especial por ti.
Um amor de irmã, amiga, companheira fiel desta jornada chamada VIDA.
Esta foi a tua definição:
Kalinka
um cantinho acolhedor, um lugar onde a informação é bem cuidada, onde muito se aprende
Querida Lena muito obrigado pela nomeação do Thinking Blogger Award.
Amiga, este coração é para ti. Tens um lugar especial no meu coração.
Entretanto, no dia 5 de Maio fui surpreendida pelo amigo Papagueno (http://bairrodoamor2.blogspot.com/)e tive a honra de receber um "Meme" ao qual pede para dar seguimento...
Mas afinal, perguntam vocês: O que raio é um "Meme"?

Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, linguas sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma.Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".

Seguidamente fui mais duas vezes agraciada com outros memes, pela Amiga Margusta (
http://margustamar.blogspot.com/) e pelo Pete (http://petemichael.blogspot.com/)
A todos agradeço do fundo do meu coração.
Não vou dar seguimento pois já passou por praticamente todos os blogues que conheço e visito, deixei-me ficar para o fim e, termina assim a vaga de mêmes e outras coisas afins.


"Para ser grande, sê inteiro:
nada Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim, em cada lago
a LUA toda
Brilha, porque alta vive.
"Ricardo Reis"

Deixo-vos com este belo poema e, vou mesmo fazer uma pausa.
Peço desculpa de não vos visitar mas a minha vida tem andado demasiado atribulada.
Votos que sejam muito felizes.
Até sempre.

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quarta-feira, maio 16, 2007

Uma semana diferente

Ora bem, cá estou ao fim de alguns dias, completamente arrasada... desde domingo tudo aconteceu na minha família, a minha sobrinha preferida deu entrada de urgência no hospital... o seu Pai dá entrada num outro hospital para ser operado e, eu ando numa roda viva a caminho de Lisboa para assistir à formação profissional e, de regresso à margem sul, a caminho de casa e dos hospitais... nem consigo respirar.
Mas... tenho que pensar positivo e, aqui estou para vos contar a minha aventura esta semana.
Esta é uma semana diferente, há muito que não andava de eléctrico por essas belas ruas e calçadas portuguesas; pois, todos os dias faço um percurso interessante desde o Cais do Sodré até Algés e, no regresso desde Algés até à Praça da Figueira no moderno e confortável eléctrico da carreira 15. E lá vou eu entretida com os meus pensamentos, olhando tudo o que me rodeia, seja dentro do eléctrico ou fora dele, o pulsar das multidões em hora de ponta, o entra e sai desgovernado, a entrada de muitos turistas que se deliciam com o nosso maravilhoso clima e, esta semana prima por isso, tem estado uns dias de calor e sol bem radioso.
Marcada por uma incrível luminosidade, Lisboa é uma cidade de contrastes, pautada pelos seus vales e colinas, pela harmonia entre a modernidade e a antiguidade e rica em monumentos e museus.
Adoro esta forma de me deslocar, pois tenho oportunidade de passar em locais bem agradáveis, como ali em Belém, vejo o Centro Cultural de Belém, o Museu da Marinha, os Jerónimos e o fascinante jardim em frente (aqui apetece-me saltar do eléctrico e, deitar-me naquela relva tão verde, debaixo das frondosas árvores do jardim) olho as suas belas palmeiras, espreito para a pastelaria dos «pastéis de Belém», vejo os guardas à porta do Palácio de Belém…assim vou eu apreciando a vida frenética desta cidade.


O eléctrico entra na Avenida 24 de Julho, aqui acelera e os edifícios passam por mim numa velocidade alucinante: Ministério da Educação, DGAP - Direcção-Geral da Administração Pública, o edifício do IADE, as discotecas kapital e outras… aprecio uma correnteza de vários prédios todos tão iguais mas de diferentes cores, amarelo, beje, laranja, azul…que linda paleta de cores vivas. Chegamos ao Cais Sodré e ao Mercado da Ribeira (ah, que saudades das madrugadas em que ia ao «cacau da Ribeira»)
Vejo o British Bar e descubro a Travessa do Cotovelo, (alguém conhece?...)nunca me tinha apercebido da sua existência.

Homens compram jornais na tabacaria da esquina, antes de subirem a Rua do Alecrim. Na loja onde se vende o bacalhau, havia barricas de sangacho, castanhas piladas, grão de bico ao litro e peixe seco.
Avisto o edifício da Câmara de Lisboa, belo e limpo, a fachada toda branquinha e trabalhada; chegamos à Praça do Comércio e entra na Rua da Prata, está prestes a terminar a minha aventura no eléctrico da carreira 15.
Tenho saudades desses instantes suspensos, sim, mas do que tenho mesmo saudades, é de me sentar no chão. Não no muro à beira do caminho, não na pedra à sombra da acácia, mas no chão mesmo.
É isso «saudades de Africandar»…

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sexta-feira, maio 11, 2007

Ilhas afortunadas - Fernando Pessoa

O MAR foi sempre meu companheiro de viagem e meu tema de inspiração para as fotos que captei.
Ofereço-vos estas lindas imagens.


foto captada na Praia de D'Ana, vê-se ao fundo Portimão.



Ilhas afortunadas

Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
É a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter havido escutar.
E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos,
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.
São ilhas afortunadas,
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas se vamos dispertando,
Cala a voz, e há só o mar.
(Fernando Pessoa)



fotos captadas por mim.

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quarta-feira, maio 09, 2007

Solar de Mós - Algarve em Março

Apeteceu-me recordar as minhas mini-férias de sossego e muita Paz, no passado mês de Março, no Algarve.
A »Natureza» foi minha companheira constante, juntamente com a sua Beleza admirável.
Estive em lugares magníficos e, utilizei pela 1ª vez a forma de pagamento de ChequeHotel.
No livro de informações de Hotelaria que nos dão, quando adquirimos um livro de cheques-hotel encontrei, por acaso, este local paradisíaco e, meti-me a caminho à sua procura. Se o imaginei lindo, quando o vi apaixonei-me por tudo, sua localização, muita calma e sossego, seus aposentos, e principalmente a simpatia e meiguice da Lina, a senhora que está responsável na recepção, bem como em todos os cantos da casa, seja na cozinha, nos quartos. Longas conversas tivemos, descobri alguém que nos dias de hoje, trabalha mesmo por amor à camisola, juntamente com o seu irmão Carlos, ali passam muitas e muitas horas dos seus dias.
Aproveitei para fazer uns passeios por perto e, aqui vos ofereço estas fabulosas imagens da Praia de D.Ana.


Esta pequena Albergaria, de gestão e ambiente familiar, não pertencendo às grandes cadeias hoteleiras, oferece nos seus dois pisos, 15 quartos, com balcão ou terraço, casa de banho privativa, telefone directo para o exterior com despertador, TV cabo e via satélite, ar condicionado e roupão de banho. Contra um pequeno pagamento pode ainda alugar um cofre pessoal.Dispõe de parque de estacionamento gratuito.
Solar de Mós, disponibiliza uma sala de pequenos-almoços muito confortável, bar, sala de estar com TV, lareira e esplanada com uma piscina para adultos e outra para crianças. As toalhas, os paninhos de mesa nos tabuleiros tal e qual como temos nas nossas casas, tudo no mais puro ambiente familiar; os potes dos doces cobertos com tampas feitas de tecido... enfim, cada miminho tão agradável dá para sentimos o calor humano ali, bem longe do nosso lar.
A decoração foi imaginada de forma cuidada e harmoniosa. No interior poderá encontrar algumas peças únicas cuja beleza o passar do tempo não desvaneceu. Sim, peças que estão na família há 100 anos, vi eu.
Este ambiente proporciona conforto e uma agradável atmosfera, sendo reforçado por um serviço personalizado, o qual é manifestamente reconhecido pelos clientes e amigos.O exterior da unidade está envolvido numa zona de jardim em que as palmeiras se evidenciam de forma predominante.
O pequeno-almoço é com buffet e no terraço ou na sala de jantar servem-se refeições regionais como a famosa «Cataplana», camarões cozinhados com alho e carneiro assado no forno...


Todos os aposentos são espaçosos.
Fotos minhas.


Situa-se a 2000 mts do centro histórico da cidade de Lagos e nos arredores encontram-se as praias do Porto de Mós (900 mts) e da Don’Ana (1500 mts). A cerca de 2000 mts usufrui-se da magnifica vista da Ponta da Piedade sobre o Atlântico.
Apenas a 500 m poderá encontrar restaurantes, supermercado, “fitness center” e outras lojas de conveniência.

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domingo, maio 06, 2007

Dia da Mãe


Ser Mãe

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
o coração! Ser mãe é ter no alheio
lábio que suga, o pedestal do seio,
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra
sobre um berço dormindo! É ser anseio,
é ser temeridade, é ser receio,
é ser força que os males equilibra!

Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,
espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!
Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!
(Coelho Neto) - tirado da net
Um beijinho especial para todas as Mães do Mundo.

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quarta-feira, maio 02, 2007

Símbolo TAIJI

No seguimento do outro post sobre a saúde, agora a conversa é outra. Iniciei um tratamento com um médico naturista, que utiliza a acunpuctura e a fitoterapia como ajuda para resolução de problemas de saúde.
Um destes dias em conversa com o médico sobre 2 questões que lhe coloquei, ele disse-me que sou uma força Yang; assim sendo vim pesquisar o que isso é:


Em chinês este conhecido símbolo que representa a integração de Yin e Yang é denominado como diagrama do Taiji Tu. O príncipio da dualidade do Yin e Yang tem origem no Tao(ou Dao), filosofia e metafísica da cultura daquele país.
Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são:
·
Yin: o princípio passivo, feminino, noturno, escuro, frio
·
Yang: o princípio activo, masculino, diurno, luminoso, quente.
Os exemplos acima não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia entre os dois princípios. Assim, referir-se a Yin como negativo apenas indica que ele é negativo quando comparado com Yang, que será positivo. Esta analogia é como a carga elétrica atribuída a protons e electrons: os opostos complementam-se, positivo não é bom ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo.
O diagrama do Taiji simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico. (
Preto) e (branco) integrados num movimento contínuo de geração mútua representam a interação destas forças.
A realidade observada é fluida e em constante mutação, na perspectiva da
filosofia chinesa tradicional. Portanto, tudo que existe contém tanto o princípio Yin quanto o Yang. O símbolo Taiji expressa esse conceito: o Yin dá origem ao Yang e o Yang dá origem ao Yin.
Desde os primeiros tempos, os dois pólos arquetípicos da natureza foram representados não apenas pelo claro e pelo escuro, mas, igualmente pelo masculino e pelo feminino, pelo inflexível e pelo dócil, pelo acima e pelo abaixo. Yang, o forte, o masculino, o poder criador era associado ao céu, enquanto o Yin, o escuro, o receptivo, o feminino, o material, era representado pela terra. Dessa forma, yang passou a simbolizar o movimento e yin o repouso.
No reino do pensamento,
yin é a mente intuitiva, feminina e complexa, ao passo que
yang é o intelecto masculino,racional e claro.
Em simultâneo, acontecem umas massagens no tratamento e, na última sessão fui submetida a uma MASSAGEM TUINÁ.
O Tuiná é um antigo e tradicional recurso terapêutico originado na China e consiste em um conjunto de técnicas manuais vigorosas, onde o terapeuta usa seus dedos, mãos, punhos, cotovelos, antebraços e joelhos nos Pontos de Acupuntura e nos Meridianos Energéticos, restabelecendo o fluxo das Substâncias Vitais. O termo "Tuiná" em chinês significa literalmente "friccionar e amassar". As técnicas disponíveis também podem abranger manipulações articulares e incluem outros recursos acessórios, como a ventosaterapia, a moxabustão, a sangria e a auriculoterapia. Pode-se tratar contraturas, entorses, gripes, enxaqueca, depressão e uma infinidade de outros distúrbios orgânicos sob o ponto de vista da Ciência Ocidental, mas mantendo o diagnóstico comum à Medicina Tradicional Chinesa.
O Tuiná pode ser relaxante, dependendo do quadro do paciente, mas isto não é uma regra geral. Não se deve confundir o Tuiná com a massoterapia tradicional. Na massoterapia ocidental, o tratamento é superficial e visa atingir os tecidos moles mais acessíveis.
Na China, é muito comum encontrar em grandes cidades pequenos estabelecimentos que fazem sessões de Tuiná por preços populares. O povo chinês começou a abandonar os ambientes rurais há poucas décadas, onde o trabalho era pesado e desgastante. Assim, podemos dizer que o povo chinês tem uma compleição forte e vigorosa e o Tuiná tradicional é uma técnica igualmente vigorosa que pode chegar a incomodar e até provocar dor num paciente do mundo ocidental. Um paciente que porventura esteja numa situação dessas pode até sair curado de seu distúrbio físico-energético, mas provavelmente não sairá relaxado!... Por esses motivos culturais, o Tuiná atualmente ensinado e praticado fora da China é menos vigoroso e segue não só uma linha terapêutica, como também uma linha relaxante.
Tradicionalmente, a primeira sessão de Tuiná de um paciente dura em torno de duas horas porque é composta da Anamnese e do Tuiná propriamente dito. A anamnese consiste numa coleta de dados através de entrevista com o paciente, onde fazemos um histórico da doença atual segundo a Medicina Tradicional Chinesa, usando também dados e diagnósticos relevantes Ciência Ocidental. A anamnese é repetida depois de um grande número de sessões para avaliar a evolução e cura do paciente. O paciente pode estranhar o primeiro contato com a Medicina Tradicional Chinesa, pois durante a anamnese são feitas perguntas singulares referentes ao sistema digestivo, sistema excretor, qualidade das fezes e urina, além da avaliação dos "pulsos chineses" e da língua. Uma vez feita a anamnese, inicia-se a sessão de Tuiná, propriamente dita. O paciente deve vestir-se com o mínimo de roupas, que devem ser leves e confortáveis.
A razão disto é que o profissional valoriza muito o contato direto com a pele do paciente, mas deve-se sempre respeitar seu recato. O paciente pode vir a sentir dor ao longo de algum Meridiano Energético ou em algum Ponto de Acupuntura, mas também pode relaxar tanto que pode sentir-se sonolento. Há algumas reacções curiosas durante a sessão que não são raras e nem preocupantes, como cócegas e choro. O limite de dor e de desconforto do paciente deve ser sempre respeitado.

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