Natureza
No post anterior falei de um passeio até ao Algarve.
Agora, digo-vos que continuo a gozar um período de férias e, a «Natureza» tem sido a minha melhor companhia.

Desde os primórdios da Humanidade que a Natureza tem sido uma inesgotável fonte de inspiração para os artistas. Ela assume uma posição de destaque em todas as formas de expressão artística e a Poesia não é excepção.
Muitos escritores foram seduzidos pela Natureza, uns mais profundamente que outros, revelando as suas obras aspectos da beleza e magia natural, utilizando desde paisagens monumentais, aos mais ínfimos pormenores, os animais, as plantas, infinidades de cores e cheiros.
Todos estes componentes da Natureza são usados como objecto da escrita, como ajuda na transmissão de mensagens, como fonte inspiradora.
Na poesia, dois escritores, ambos americanos, destacam-se pela qualidade da sua obra e pela relação desta com os fenómenos e elementos naturais: Walt Whitman e Robert Frost.
Em primeiro lugar, Walt Whitman. Em primeiro por ser considerado o poeta da Natureza, por esta ser uma presença constante em quase toda a sua obra e pela sua importância na poesia.
Robert Frost mantém com a Natureza uma relação de respeito, claramente menos apaixonada que a de Whitman.
Walter Whitman nasceu em 31 de Maio de 1819 em Nova Iorque. Trabalhou principalmente como jornalista e professor e foi também editor de jornais.

Em Portugal, desde o início da nossa história que a poesia anda, aqui e ali, de braço dado com a Natureza. Na Idade Média as Cantigas de Amigo e as de Amor estão impregnadas de cenários naturais. Os cantos estridentes das aves ilustram amores correspondidos, os mais melancólicos os que não o são.
Por tudo isto tenho estado ausente do meu kalinka e dos vossos blogues; espero nos próximos dias poder visitar-vos e, entretanto começo a preparar a letra I.
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