domingo, abril 22, 2007

«Apeteceu-me» recordar...

Hoje, apeteceu-me recordar a magnífica viagem que fiz em Abril de 2006, à Inglaterra e Escócia.
O kilt é o saiote pregueado, parcialmente trespassado, e quadriculado em cores correspondentes a cada clã ou família, e que faz parte do traje típico masculino da Escócia.
Tradicionalmente ele era utilizado por guerreiros e batedores dos Clãs, sendo que cada Clã (ou clan) tinha um
tartan diferente.
O primeiro kilt encontrado é datado do ano de
2000 a.C. e foi encontrado perto da região de Nuremberg, na Baviera, trazido pelos celtas.

E, em tempo de crise mundial, encontrei este escocês tipicamente vestido, tocando o seu instrumento à espera de umas moedinhas, na sua maleta.



Em plena Escócia, uma foto de parte do «nosso grupo» de viagem; está também a nossa «Guia» acompanhante (de casaco vermelho, e chapéu)




Adeptos das refeições rápidas, sobretudo à hora de almoço, os escoceses optam normalmente por uma sopa consistente, de tomate ou cogumelos, acompanhada de uma sanduíche e sobremesa. É também este o tipo de oferta que o/a turista encontra nas cafetarias dos castelos por onde passa. Mas há restaurantes para todos os gostos, desde os que oferecem ambiente familiar aos cosmopolitas e da moda. Recomendam-se o marisco, bastante fácil de encontrar por se tratar de uma região costeira, e o Haggis, entre outras especialidades.
Na maioria dos casos, os hotéis são casas victorianas (final do século XIX) adaptadas. Não há muitos hotéis novos e as infraestruturas hoteleiras não são modernas. Mas a estada vale a pena, sobretudo pelo serviço, com um toque familiar mais vincado nas zonas rurais. Uma prática bastante corrente um pouco por todo o país é o alojamento em unidades Bed & Breakfast.
As estradas são seguras e asfaltadas até à maioria dos castelos. A sinuosidade das vias e a neblina são aspectos a ter em conta, podendo transformar pequenas distâncias em percursos mais demorados.
As principais cidades como Aberdeen, Glasgow ou Edimburgo são servidas por auto-estradas, constituindo ligações fáceis.
Nesta foto pode-se ver outro meio de transporte muito usado pelos escoceses - a bicicleta.

Os castelos, assim como as destilarias de wiskhy, são dos maiores atractivos do país. Mas também o é a vida selvagem, com as vacas das Terras Altas, cavalos, veados, ovelhas e coelhos sempre presentes na paisagem rural.
O curioso é que o verde a perder de vista da Escócia rural fica bastante próximo dos centros urbanos e zona costeira.
A relação de Aberdeen com o Mar do Norte é bastante antiga. A exploração de petróleo, no porto industrial da cidade, fez desta uma das mais ricas da Grã-Bretanha, com níveis de desemprego bastante baixos e uma população flutuante elevada.A cidade apresenta um cartaz cultural não tão forte quanto o de Edimburgo, mas ainda assim bastante dinâmico, onde se destacam os Higland Games. As compras são também um atractivo de Aberdeen, sobretudo na Union Street, no centro. E os restaurantes e bares são bastante frequentes e, nalguns casos, adaptações interessantes, como acontece com o Soul, bar instalado numa antiga igreja.
Memória histórica viva, a maior parte dos castelos está actualmente na posse do National Trust for Scotland. A visita é feita por guias internos, sendo em alguns casos coadjuvada por apresentações em vídeo (como na Duff House) e documentação em várias línguas, português inclusive, como acontece no Crathes Castle Garden & Estate.
Os castelos são também fonte de entretenimento, pelo facto de terem cafetaria e bar, gift shop e jardins cuidados à disposição do turista. Mesmo os que estão em ruínas têm uma pequena gift shop e guia, como no Castelo de Kildrummy.

mais uma foto lindíssima, a qual transmite muita tranquilidade, junto das belas paisagens verdes; este passeio de pequenas embarcações é típico nesta região.

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sexta-feira, março 16, 2007

Apeteceu-me «Algarve»...



Fotos minhas: era o que eu via da sala onde tomava o pequeno-almoço. A praia ali a dois passos.

Embora alterada pelo turismo, que a deixa demasiado cheia em Julho e Agosto e quase vazia durante o resto do ano, vale bem a pena visitar Albufeira.
E, foi o que fiz. Adoro esta época do ano, tive atendimento personalizado no lugar que escolhi para pernoitar, pois era mesmo a única hóspede na 1ª noite. Um lugar na periferia da cidade e, perto da praia de Santa Eulália.
Há outras atenções que nas épocas de maior confusão, é impossível ter.

Outrora uma pacífica aldeia de pescadores, ainda conserva as ruelas estreitas na parte velha e casinhas brancas empoleiradas sobre uma praia encantadora onde, quando o turismo o permite, se pode passear entre barquinhos de pesca coloridos e enfeitados com olhos, animais e estrelas.
Há lojas, bares e restaurantes em cada esquina, mas também existe o velho castelo, as casas que ainda conservam os arcos do tempo da ocupação dos mouros e igrejas interessantes, como a de São Sebastião.

De Albufeira a Faro (capital do distrito), a costa está cheia de estâncias turísticas, com aldeias de apartamentos ou moradias e grandes hotéis, e belas praias bem conhecidas, como a Praia da Oura, Olhos de Água, Praia de Santa Eulália, etc.
O mais famoso dos complexos turísticos é Vilamoura: uma enorme área englobando um casino, hotéis, pequenas aldeias com casinhas e piscinas, campos de golfe, cortes de ténis e outras diversões.
Aqui estive, mesmo junto à «Marina de Vilamoura» na esplanada do Bar-Café-Restaurante do «Paulo China».
O ponto central é a marina, cheia de iates coloridos e luxuosos e rodeada de restaurantes, cafés e lojas.
Um passeio mais pitoresco é partir de Albufeira em direcção à vila de Alte, situada num monte e com a igreja quinhentista de Nossa Senhora da Assunção e os belos azulejos da capela de São Sebastião.
Perto da Guia, as crianças adoram visitar o Zoomarine, com bonitos jardins, piscinas e golfinhos e focas amestrados, entre outras atracções.



English:
Although altered by tourism, which leaves it too full in July and August and nearly empty the rest of the year, Albufeira is still well worth visiting.
Once a peaceful fishing village, it keeps its narrow streets in the old town and whitewashed houses perched over a charming beach where, when tourism allows it, you can walk amidst colouful fishing boats ornamented with eyes, animals and stars.
Shops, bars and restaurants fill every corner, but there are is also the old castle, the buildings which still preserve Moorish arches and interesting churches, like the one of São Sebastião.
From Albufeira the coast until Faro (capital of the district) is filled with tourist resorts, with villas or tall hotels and well known and often beautiful beaches, such as the Praia da Oura, Olhos de Água, Praia de Santa Eulália, etc.
The most famous of these tourist complexes is Vilamoura: an enormous area encompassing a casino, hotels, small tourist villages of villas and swimming-pools, golf courses, tennis courts and many other facilities. The main attraction is the marina, full of colourful yatchs and surrounded by restaurants, cafés and shops. A more picturesque drive is leaving Albufeira and visiting the village of Alte, perched on a hill and with its 16th century church of Nossa Senhora da Assunção and the beautiful decorated tiles of the chapel of São Sebastião.
Near the village of Guia, children will enjoy visiting Zoomarine, with nice gardens, pools and playgrounds and trained dolphins and seals, amongst other attractions.
(Fotos tiradas por mim)
esta é a imagem característica do Algarve:
as suas chaminés típicas.

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